Poco X8 Pro Vale a Pena em 2026? O Que Encontrei depois de usar por semanas
Vou ser sincero: quando vi a ficha técnica do Poco X8 Pro pela primeira vez, achei exagerada demais pra ser real. Tela de 1,5K com 3.500 nits, carregamento de 100W, 6.500 mAh de bateria, processador de 4nm — tudo isso num intermediário?
Depois de usar por um tempo, percebo que a Xiaomi não exagerou. Mas também não é tudo perfeito. Vamos por partes.
A tela é o ponto que mais impressiona
6,59 polegadas, AMOLED, resolução de 2.756 x 1.268 pixels, 120Hz. Até aqui, parece papo de qualquer concorrente.
Só que o brilho de pico chega a 3.500 nits. Na prática, isso significa que você usa o celular debaixo de sol forte do meio-dia e ainda consegue ler tudo sem esforço. Eu testei numa praia em horário cheio de sol — coisa que normalmente faz qualquer tela ficar um espelho inútil — e o conteúdo continuou visível.
Tem suporte a Dolby Vision e HDR10+, então se você assiste muito Netflix ou YouTube, a diferença de contraste é perceptível. A frequência de PWM de 3.840Hz também ajuda quem sente cansaço visual usando o celular à noite — uma reclamação comum em telas mais antigas.
Desempenho: o Dimensity 8500 Ultra entrega?
Esse processador é fabricado em 4nm, com CPU de oito núcleos chegando a 3,4 GHz, e GPU Mali-G720 MC8. Resumindo: jogos pesados rodam bem, com taxa de quadros estável, e o aparelho não esquenta de forma preocupante mesmo em sessões longas.
Pra quem joga Free Fire, Mobile Legends ou até títulos mais exigentes como Genshin Impact, o desempenho aqui não decepciona. Multitarefa também é tranquila — com 12 GB de RAM (na versão que estreou no Brasil), trocar entre apps pesados não trava nada.
O que me chamou atenção é que a Xiaomi não economizou no processador pra "empurrar" o usuário pra versão Pro Max. O X8 Pro já entrega gamer-level pra maioria das pessoas.
6.500 mAh. Em uso misto — redes sociais, vídeo, alguns jogos, câmera — a bateria passa o dia tranquilamente e ainda sobra fôlego pro dia seguinte em uso mais leve.
O carregamento de 100W é a cereja do bolo. Em poucos minutos plugado na tomada, já dá pra sair de casa com bateria suficiente pro resto do dia. É daquelas funcionalidades que parecem luxo até você experimentar — depois, qualquer celular sem carregamento rápido parece do século passado.
Tem um detalhe importante: o carregamento sem fio não existe nesse modelo. Se isso é importante pra você, vale considerar antes de comprar.
Câmera: boa, mas não é o foco do aparelho
Câmera principal de 50 MP com estabilização óptica de imagem (OIS), grava em 4K a até 60fps com HDR10+. A frontal grava em Full HD a 60fps.
No dia a dia, as fotos saem bem — cores naturais, boa nitidez em ambientes iluminados. Em pouca luz, melhora bastante com a estabilização óptica, mas não chega ao nível de flagships dedicados à fotografia.
O recurso de selfies em grupo, que alterna automaticamente pra grande-angular quando detecta mais gente no quadro, é um detalhe inteligente — funciona bem e evita aquele "corta a cabeça de alguém" clássico.
Resumindo: câmera competente, mas não é o motivo pelo qual você compraria esse celular.
Resistência e construção
Certificação IP68 e IP69K — ou seja, resistente não só à água em imersão, mas também a jatos de água em alta pressão. Isso é raro em intermediários e mostra que a Xiaomi está caprichando na durabilidade dessa linha.
A construção combina moldura de metal com traseira de vidro. Sensação na mão é premium — não parece plástico de celular "intermediário". O peso de cerca de 201 gramas é perceptível, mas dentro do esperado pra um aparelho com bateria desse tamanho.
O que me incomodou
Sem carregamento sem fio, como já falei. E o HyperOS 3 — embora baseado em Android 16 e funcional — ainda carrega alguns aplicativos pré-instalados que a maioria das pessoas nunca vai usar. Nada que um processo de desinstalação de 10 minutos não resolva, mas é o tipo de coisa que incomoda quem gosta de celular "limpo" desde a primeira vez que liga.
A política de atualização também não é a mais generosa: 4 anos de atualização do sistema e 6 de segurança. Comparado com flagships que oferecem 6-7 anos de sistema completo, fica atrás — mas pra faixa de preço, está dentro do que se espera.
Pra quem vale a pena
Se você quer tela de altíssima qualidade, desempenho que aguenta jogos pesados, bateria que dura o dia inteiro e carregamento absurdamente rápido — e não faz questão de carregamento sem fio — o Poco X8 Pro é uma escolha difícil de superar nessa faixa de preço.
Pra gamers que não querem (ou não podem) gastar em flagship, esse é provavelmente o intermediário mais completo do momento.
Se você preferi o iPhone 16 confira esse meu artigo: iPhone 16 128 GB: Comprei, usei e vou te contar o que ninguém fala detalhado com minhas impressões sinceras sobre ele.
Se quiser ver as opções de armazenamento e preço disponíveis:
👉 Poco X8 Pro no Mercado Livre
Vale comparar as versões de 256GB e 512GB antes de decidir — a diferença de preço costuma compensar pra quem grava muito vídeo.
Ficou com alguma dúvida sobre o X8 Pro? Manda aqui que eu respondo.




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